Psicografia – Sexualidade: homo x hetero…!

Queridos irmãos,

Segue com muito amor, uma linda mensagem psicografada , enviada pelo querido Irmão Matheus da Colônia Espiritual Maria de Nazaré

Que possamos ser gratos a todo amparo e carinho que esses amados irmãos nos proporcionam

Sexualidade: homo x hetero…!

O Orbe passa por momento de grandes transformações, o que nos leva a analisar com mais afinco conceitos que trazemos como verdades absolutas, sem nos permitir ampliá-las de acordo com as novas realidades e contextos.

Iniciemos entendendo que significa “conceito”, que nada mais é, do que uma ideia que se traz de algo ou alguém. Supomos, portanto, que muitas vezes ele se torna arbitrário e muito pessoal.

A “vivência” seria colocarmos esse conceito na prática agregado de nossos sentimentos, nos permitindo ampliar um pouco mais o aprendizado.

Assim cada ser, vai diante de suas vivências, sentindo a necessidade gradativa de desenvolver a sua individuação (ser único para Deus), deixando o conceito arbitrário, punitivo e pecaminoso do “certo e errado” para através da responsabilidade de seus atos utilizar o conceito de” me convém ou não me convém”.

Percebem a diferença? Na individuação não há mais imposições nem preconceitos. O indivíduo utiliza-se de seu livre arbítrio para construir sua própria história.

É sob a ótica da individuação que queremos abordar a sexualidade e suas diversas formas, não sendo entendida como algo pecaminoso, “certo ou errado”, mas como opção pauta no que convém e não convém para cada um de acordo com seus valores.

Ato sexual e sexualidade não possuem caráter moral. E se pensarmos que Deus sendo perfeito nos criou de forma perfeita com a sexualidade, a mesma só pode ser algo importante dentro do atendimento das necessidades a que se propõe.

O caráter moral se dará pelo comportamento de cada criatura, através de seus pensamentos e ações.

Estendendo o conceito para homo e heterossexualidade, compreendemos que ambas também são amorais, não possuindo a conotação de promiscuidade que muitas vezes se apregoa. Na verdade, a promiscuidade irá depender das ações que serão desenvolvidas dentro de qualquer das opções.

As polêmicas e discussões acaloradas em torno da homossexualidade se dão por comportamentos extremistas e pelo estágio de ignorância que a humanidade estagia (já mencionamos diversas vezes que os extremos nunca são bons, sejam eles quais forem, pois o que buscamos é o equilíbrio).

Não somos apenas matéria, desejo, prazer, somos muito mais, somos espíritos imortais, nossas preocupações deveriam se concentrar com mais vigor em torno das elucidações enquanto espíritos. Assim enquanto espíritos, conforme nos esclarece Kardec através de seus questionamentos aos benfeitores, somos assexuados, ou seja, enquanto espírito não possuímos sexo, pois o mesmo depende do organismo físico, mas há entre os espíritos laços de amor e simpatia, fundamentados na identidade dos sentimentos.

Com o avanço da ciência, veio à comprovação de que homossexualidade não é considerada uma patologia. Com o avanço da civilização entendemos que também não se trata de um desequilíbrio emocional, ou dentro da religiosidade, não é pecado ou castigo de Deus, mas somente uma das muitas formas que se faz presente em nossas experiências de aprendizado.

Perante o Pai somos todos igualmente dignos de seu amor e de seus cuidados, embora cada qual mantendo sua unicidade.

Perversão, promiscuidade, prostituição, infidelidade independem da opção sexual, mas sim, do grau de moralidade de cada ser.

A doutrina nos convida a sublimação do sexo em qualquer que seja a conduta sexual, para que o espírito não se mantenha preso às emoções animalescas e materiais, podendo evoluir mais rapidamente. Ensina-nos que os espíritos mais evoluídos moralmente já sublimaram o sexo, pelo amor fraterno e pela simpatia e afinidade.

Diante de nossas imperfeiçoes e apego a matéria, entendemos que neste momento a educação sexual seja fator importantíssimo para o desenvolvimento das virtudes como o respeito, a confiança, a fidelidade, a vivência do amor fraterno e a fé, no estabelecimento de relações sociais e conjugais sadias.

Para que uma relação conjugal seja considerada dentro da moral cristã, não é estabelecido o quesito opção sexual (homo ou hetero), mas a vivência das virtudes mencionadas anteriormente.

A opção da sexualidade também não determina se uma pessoa poderá participar dos trabalhos de uma casa espírita seja como passista, médium, ou outra atividade, mas o seu conhecimento intelectual e prático sobre o assunto e sua vivência moral.

Muitas são as dúvidas sobre a constituição de uma família nos moldes da homossexualidade, entendemos que a constituição de uma família, seja ela nos novos moldes, ou nos antigos, que é amparada no respeito, no amor e na fé, está apta a cumprir o seu papel na sociedade de forma cristã.

A adoção de crianças pelas famílias homossexuais, em nosso entendimento nada difere das famílias heterossexuais, desde que o objetivo seja realmente proporcionar educação e carinho, e não promoção social. Pois o que uma criança precisa para se desenvolver é carinho, amor, educação além das condições físicas necessárias.

É certo, que para muitos ainda causa estranheza essa nova composição familiar, dentro do que a sociedade coloca como modelo familiar. Mas se observarmos atentamente os papeis na composição familiar atual, veremos que já se encontram muito distantes do modelo proposto no passado. Com a profissionalização da mulher e seu acesso ao mercado de trabalho, as tarefas domésticas, bem como os papéis rígidos numa família estão sendo substituídos, pelas divisões das tarefas e um equilíbrio bem mais ponderado sobre as responsabilidades, o que vem auxiliando em muito o aprendizado de ambos no ser um “ser integral”.

A educação das crianças e jovens deve se pautar no desenvolvimento da sexualidade, sem a erotização de vestuários e atitudes, respeitando o grau amadurecimento psicológico de forma a propiciar a integração do ser carnal com o ser espiritual. Ensinar o amor fraterno, o respeito ao outro, dizendo-se as relações descartáveis em que o outro é visto como objeto.

Seja qual for o comportamento sexual adotado é sempre possível dignifica-lo nos moldes do Mestre Jesus.

Convido-os, meus amigos, nesta semana a iniciarem primeiramente nos lares e depois estendendo aos amigos, a campanha de desenvolvimento dos pilares da sexualidade com Jesus através do respeito, do amor e fé, sem perdermos tempo com preconceitos, com a valorização dos relacionamentos descartáveis e as discussões equivocadas, pois temos muito a aprender e mais ainda a trabalhar na seara do bem.

Com carinho,

13-05-15

Médium: Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré – CAVILE)

Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)

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