Psicografia – Paixão

Queridos irmãos,

Segue com muito amor, uma linda mensagem psicografada , enviada pelo querido Irmão Matheus da Colônia Espiritual Maria de Nazaré.

Que possamos ser gratos a todo amparo e carinho que esses amados irmãos nos proporcionam .

Psicografia - Paixão

 

Paixão

É muito comum ouvirmos e vermos a palavra paixão associada a música, filmes e outras mídias, trazendo muito sofrimento ou uma alegria e leveza contagiante, na maioria das vezes ligado ao lado amoroso do ser.
Mas paixão é algo muito mais abrangente, tanto que até Kardec indagou aos espíritos sobre o princípio que motiva a paixão, já que se trata de algo inerente ao ser humano. E assim obteve a resposta de que esse princípio fazendo parte do ser não pode ser algo ruim, ao contrário é fonte de aprendizado e conhecimento.
Ainda se formos consultar a etimologia da palavra veremos que a mesma pode ter origem no latim passione ou no grego paschein, onde pathos designa tanto sofrimento quanto emoção.
Prefiro definir paixão como sendo o agente catalisador que vai impulsionar a vontade da alma. Desta forma fica muito claro o entendimento de que a paixão não tem concepção moral, ou seja, não é algo bom, nem mau, é apenas um estado de espírito.
A vontade que nela colocamos, de acordo com nossos valores morais, é determinará que tipo de paixão será.
Por isso a paixão parece num primeiro momento controversa causando sofrimentos e ao mesmo tempo leveza e alegrias ao ser.
Toda vez que tentamos entender sentimentos e emoções temos primeiramente que ampliar nossos horizontes diante das múltiplas vivências que passamos, do amadurecimento que alcançamos.
Quando ainda imaturos deixamos que nossas idealizações de situações e do outro nos guiem, fazendo-nos viver uma falsa realidade. É como se nos perdêssemos entre o que gostaríamos e o que somos, ou o que se apresenta.
É quando a paixão, no estado de euforia, nos leva através de nossa vontade equivocada a viver essa falsa realidade.
Um exemplo clássico dessa vivência é a idealização no outro da princesa ou príncipe num relacionamento afetivo, quando nos recusamos a ver os defeitos do outro. Vontade pautada no egoísmo, na posse e no orgulho, vamos aos poucos nos decepcionando com o outro, pois ele é o que é naquele momento e não a nossa idealização.
Saímos então de uma euforia para uma profunda depressão. Quem já vivenciou ao menos uma vez essa situação, onde o príncipe ou a princesa num segundo se transforma em sapo e bruxa? Incapazes ainda de reconhecer nossas limitações vamos logo colocando a culpa na paixão avassaladora ou no outro que é imperfeito, esquecendo-nos que todos somos seres imperfeitos e a culpa é na verdade da nossa vontade sem critérios sólidos.
A paixão como pudemos ver tem sentido mais amplo do que o amoroso, como por exemplo, a paixão por um trabalho, por um hobby, um esporte, um time de futebol.
E mais uma vez a nossa vontade norteará a paixão diante do que construímos como valores morais.
Vamos a um exemplo básico: estamos num estádio de futebol assistindo a uma final com nosso time em campo. Somos apaixonados pelo time, mas ele está perdendo.
Como reagimos?
Deixamos que essa paixão encoberte nossos valores e assim usamos o que existe de pior dentro de nós (raiva, agressividade, palavras ofensivas)?
Ou reconhecemos que no momento o time adversário está se saindo melhor, mas acreditamos que dando o melhor de nós (amor, carinho, através de palavras de animo) quem sabe seja possível reverter a situação?
Nossas atitudes é que definiram se nossa paixão pelo time é algo salutar ou não.
Outro exemplo muito interessante é quando nutrimos uma paixão por algo, nos leva a ir além dos nossos limites, ou seja, procurar hoje ser melhor que ontem.
Essa paixão é vista com frequência em atletas que passam horas intermináveis em treinos, se dedicando integralmente, procedendo a mudanças de hábitos e inúmeras renúncias a fim de alcançarem um objetivo maior. A paixão neste caso vem ser uma energia extra, uma motivação a não desistir frente a obstáculos, mas a superá-los.
A paixão não aprisiona como muitos julgam, mas liberta-nos, nos incentivando a ampliar os horizontes e viver intensamente cada momento como único, com leveza e alegria contagiantes, construindo assim o futuro.
Quando a paixão aprisiona é porque estamos dando vazão as nossas piores vontades. Estamos nos tornando reféns do ser material que vive a ilusão de possuir tudo e todos.
A paixão não gera frustrações, mas a alegria de ver passo a passo a superação das dificuldades, vibrando e comemorando cada pequena vitória, na certeza de que a trajetória em si é um grande prêmio, bem maior do que o prêmio final.
Sejamos meus queridos amigos, perdidamente apaixonados por nossa reforma íntima, pela consolidação dos valores morais como a benevolência, o perdão e o Amor.
Sejamos perdidamente apaixonados pela VIDA, pois é a nossa oportunidade bendita de viver os ensinamentos do Mestre Jesus.
Desejo muita paixão no exercício do bem.
Com carinho,

16.02.2015

Médium: Lúcia (Casa Virtual Luz Espírita).
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré).

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